sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Receita Para Um Feliz Ano Novo - Drummond

Para você ganhar um belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, 

Ano Novo sem comparação com o tempo todo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependimento pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo cochila e o espera desde sempre.

(Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pagamento de Dezembro..

Professores receberão bônus do Reconhecer neste mês; em 2012 valor será de R$ 2 mil

Folha deve ser paga nesta quinta; saques estarão disponíveis a partir de sexta
A Secretaria de Estado da Educação programou para este mês o pagamento do bônus de estímulo à regência aos professores efetivos que foram assíduos neste segundo semestre letivo. O bônus, que será pago junto com o salário do servidor da Educação, é uma das ações do programa Reconhecer e foi instituído pelo governo de Goiás para valorizar o mérito dos profissionais do magistério no estado e para incentivar o retorno, à sala de aula, daqueles que estavam afastados. 

A folha de pagamento será liberada pela Secretaria da Fazenda nesta quinta-feira, 22 de dezembro. Os servidores poderão fazer o saque a partir de sexta-feira, dia 23. 

Para o ano que vem a Secretaria da Educação anuncia novidades no Reconhecer: o bônus será reajustado de R$ 1,5 mil para R$ 2 mil, sendo que a metade deste valor será paga antecipadamente no mês de julho. 

O bônus varia de acordo com a carga horária do professor e com a assiduidade. Os que tiveram apenas 1% de falta no semestre receberão 100% do bônus, que será de R$ 1.500,00 para uma carga horária de 40 horas. Só não receberá o bônus aquele professor que tiver faltado a mais de 31 aulas nos 100 dias letivos que foram contados para o benefício.

Carga horária - Como o cálculo do bônus é proporcional à carga horária de trabalho, há profissionais que ganharão mais do que R$ 1.500,00. Os professores com carga horária de 60 horas, por exemplo, caso não tenham faltado mais do que nove aulas, receberão R$ 2.250,00 de bonificação, além da remuneração do mês de dezembro. 

De acordo com dados tabulados pela Secretaria da Educação, cerca de 15,5 mil professores efetivos estavam aptos a ganhar o bônus dlo Reconhecer. Deste total, 11 mil profissionais irão recebê-lo. Vale ressaltar que quase 30% desses professores ganharão entre R$ 1.500,00 e R$ 2.250,00.

Caixa Econômica Federal - A Caixa decidiu prorrogar até amanhã o atendimento estendido aos servidores públicos estaduais, visando entregar o maior número de cartões até a liberação do pagamento dos salários referentes a dezembro. O horário especial, que se encerraria hoje, é das 16 às 19 horas.

No dia do pagamento as 68 agências em todo o Estado, sendo 25 na capital, também trabalharão em horário estendido. Assim, os servidores estaduais poderão procurar as agências das 9 às 18 horas. Os servidores que já estão de posse do cartão poderão fazer a retirada do dinheiro nas lotéricas, terminais financeiros da CEF e também do Banco do Brasil, que mantém convênio com a Caixa. 

Mais informações:             (62) 3612-1030      

domingo, 18 de dezembro de 2011

Tempo efetivo em sala de aula...

Artigo de Naercio Menezes Filho no Valor Econômico de hoje.

Está em discussão no Congresso Nacional o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que deverá vigorar entre 2012 e 2020. Um dos pontos mais polêmicos do plano é a expansão do gasto público com educação para 7% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2009 o valor foi de 5,7%. O relator acaba de defender o aumento dessa meta para 8%, enquanto movimentos sociais e entidades sindicais defendem uma meta de 10% do PIB. Por outro lado, alguns especialistas acham que é possível utilizar melhor os recursos já disponíveis, pois existem sérios problemas no uso desse dinheiro. Quem tem razão nesse debate?

Uma pesquisa importante, realizada recentemente pelo Ibope-Inteligência em parceria com o Instituto Unibanco, ajuda a jogar luz nessa questão. A pesquisa acompanhou 60 turmas do Ensino Médio em 18 escolas, monitorando as aulas por meio do preenchimento diário de carga horária e fazendo uma pesquisa com os alunos para examinar o número de horas que eles se dedicam ao estudo dentro e fora da escola. Os resultados são surpreendentes.

A pesquisa dividiu a escola em três grupos, de acordo com grau de efetividade do uso do tempo. Primeiramente, a pesquisa se concentrou no lado da oferta. Ou seja, se todos os alunos da escola estivessem presentes e quisessem aprender, quantas aulas eles efetivamente teriam? No grupo das escolas mais problemáticas, apenas 63% das aulas previstas foram dadas, nas escolas intermediárias 78% e no grupo das melhores escolas, 93%. No primeiro grupo, 20% das aulas não foram dadas porque o professor não estava presente! Nos restante dos dias não houve aulas devido a passeios, falta coletiva dos alunos etc.

Vale ressaltar que nas escolas problemáticas, apenas 61% das aulas efetivamente oferecidas foram ministradas pelo professor responsável pela disciplina prevista. Além disso, a pesquisa mediu o tempo efetivo de aula, descontando os atrasos etc. A conclusão é que nas escolas mais problemáticas cada turma perdeu 19 dias letivos dos 48 que foram monitorados pela pesquisa. A pesquisa conclui que "os alunos desse grupo deixaram de ter acesso a 40% das potenciais oportunidades de ensinar previstas".

E com relação às faltas dos alunos? A pesquisa mostra que dos 41 alunos matriculados nas escolas mais problemáticas, somente 24 (em média) estavam presentes nas aulas monitoradas, ou seja, uma frequência de 55%. Nas melhores escolas, a taxa de frequência não foi tão melhor assim, atingindo 66% dos alunos. A pesquisa então combina as oportunidades de ensinar com as oportunidades de aprender e conclui que apenas 32% do tempo previsto para aquisição de conhecimento foi efetivamente utilizado pelos alunos com esse fim.

Ou seja, das 4 horas de aula previstas por dia, apenas 1 hora e 17 minutos foi efetivamente utilizada pelos alunos para aprender nas escolas mais problemáticas. Mesmo nas melhores escolas, o tempo de aula efetivo foi de apenas 2 horas e 13 minutos. Assim, fica claro porque nossos alunos têm um desempenho pífio nos exames internacionais. Eles simplesmente não têm aulas. Será que dobrando os gastos educacionais com relação ao PIB nós conseguiríamos resolver esse problema?

Uma pesquisa parecida, organizada pela pesquisadora Barbara Bruns do Banco Mundial, mediu o tempo da classe efetivamente utilizado para transmitir conhecimento em uma amostra de escolas públicas do Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais. Os resultados mostraram que nessas escolas (em média), apenas 62% do tempo total de uma aula são usados para ensino, em comparação com 85% nos países mais bem-sucedidos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Assim, quase 40% do tempo de aula é utilizado para organizar a sala, fazer a chamada, manter a classe em silêncio ou o professor está fora da sala. Isso significa que, se o tempo de aula fosse mais bem utilizado nas escolas mais problemáticas, elas teriam 88 dias a mais de aulas (num total de 200), sem gastar um centavo a mais.

Por fim, uma pesquisa recente realizada por professores de Harvard investigou os fatores que fazem com que as escolas "charter" americanas sejam mais efetivas, ou seja, que seus alunos aprendam mais. Essas escolas atendem alunos da rede pública, mas são geridas pelo setor privado. Os resultados mostram que aspectos relacionados a aumento de gastos, como tamanho da classe, gastos por aluno e escolaridade dos professores não aumentam a qualidade da escola. Os fatores que tiveram maior impacto foram "feedbacks" constantes para os professores, tutorias, mais horas efetivas de aula e foco constante no aprendizado dos alunos.

Em suma, as evidências de que um simples aumento dos gastos não vai melhorar a qualidade do ensino no Brasil estão se acumulando por todos os cantos. Medidas simples de gestão teriam impactos significativos no aprendizado do aluno, sem aumento de custos. Enquanto isso, o debate na sociedade e no Congresso passa ao largo das evidências, concentrando-se no aumento dos gastos, que implicaria aumento de impostos sem contrapartida para a melhoria do ensino. Em 2012 será preciso mudar a agenda da educação no Brasil. Boas festas!

Naercio Menezes Filho é professor titular da Cátedra IFB, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, professor associado da FEA-USP e escreve mensalmente às sextas-feiras.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

É Natal.
Tempo de fé.
Felicidade nos corações humanos.
Esperança de dias melhores.
Inspirações de amor.
Família reunida.
União cristã.
Encontros acontecendo.
Festa preparada.
Estrela brilhando,
Cristo nascendo.
Tempo preparado, para vê-lo chegar.
Céu aplaudindo.
Caminhos se abrindo.
Vida florindo.
Mundo sorrindo.
Fraternidade se manifestando.
Gente perdoando.
Mãos se juntando.
Humanidade agradecendo.
Tudo é prece.
E momento de paz.
Ele veio para nos salvar…
Por isto
É Natal!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

YouTube lança serviço exclusivo para escolas!!!

YouTube for Schools vai reunir vídeos educativos de temas como história e matemática, filtrando conteúdos que são considerados motivos de distração dos alunos. 

 Ele foi criado por causa da demanda de professores e escolas dos Estado Unidos. "O YouTube para as escolas é uma solução técnica para permitir que as escolas que possuem acesso restrito ao YouTube acessem", diz Angela Lin, chefe do YouTube EDU. 

Para ajudar a equilibrar o conteúdo, o YouTube trabalhou com professores e 600 organizações, como o Smithsonian e TED para selecionar o conteúdo disponível. Há também mais de 400 playlists classificadas por disciplinas.

Os professores podem sugerir novas listas e comentários para ajudar a integrar ainda mais o YouTube em sala de aula

Fonte:http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/youtube-lanca-servico-exclusivo-para-escolas

terça-feira, 13 de dezembro de 2011